segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estive na quinta-feira passada na entrega do título de cidadão paulistano ao jornalista José Hamilton Ribeiro, proposto pelo vereador Cláudio Fonseca, do PPS, uma justa homenagem a um dos melhores repórteres brasileiros, um legítimo contador de “causos” da imprensa brasileira, que entre os seus brilhantes trabalhos, cobriu a “Guerra do Vietnã”, para a Realidade, revista que marcou época nos anos 70. Na cobertura da guerra, o jornalista perdeu a perna.
Hamilton Ribeiro é mais conhecido das atuais gerações como repórter do “Globo Rural”. Sua veia de repórter, entretanto, está presente em tudo o que faz. Ele é uma daquelas personalidades que a gente enche a boca de dizer ter tido a oportunidade de conviver.
Como jornalista e inspirador de gerações de profissionais, pra mim ele está entre as três personalidades que mais admiro. Os outros são o saudoso Noé Gertel, meu professor e para sempre editor do “Voz da Unidade”, o último dos jornais do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partidão, atual, Partido Popular Socialista (PPS), que lutou pela legalização do partido após décadas de clandestinidade, e Moacir Longo, ex-vereador, militante e dirigente do Partidão e do PPS, a quem admiro pela dignidade e conduta.
Todos os três, não são apenas excelentes profissionais, mestres do ofício, mas exemplos de vida. Minha pouca convivência com o Hamilton vem dos tempos de diretor do Sindicato dos Jornalistas, indicado que fui pelo Moacir, seu amigo de velha data.
O jornalista foi vice-presidente do sindicato, na época em que fui diretor da entidade presidida por Antonio Carlos Fon, e, assumiu a tarefa de editar o “Unidade”, jornal do sindicato. Ele quis fazer do Unidade, que naquela fase estava mais para o ditado “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”, um veículo digno da categoria profissional que representa.
Eu, que naquela época estava com os pés do outro lado do balcão (como assessor de imprensa), tive a oportunidade de trabalhar, ainda que por pouco tempo, com um dos mais brilhantes profissionais da nossa imprensa. Fiquei impressionado com o carinho e a dedicação que ele dava àquela tarefa, não compreendida pela ala mais radical da diretoria, que achava que o jornal deveria ser única e exclusivamente tratar de assuntos sindicais da categoria.
Sem levar em consideração os protestos daquela ala, queria fazer um jornal de qualidade, com reportagens e matérias que lembrassem que de fato ele era feito por jornalistas profissionais.
Lembro-me que, por sugestão dele, fiz uma reportagem sobre o “Notícias Populares”, jornal sensacionalista do Grupo Folha. Na época, o jornal era editado pela única mulher a deter essa função, e, até então, uma das poucas mulheres que haviam ocupado um cargo de edição de jornal, salvo engano meu.
A matéria não foi bem recebida por ela, ainda hoje competente e reconhecida profissional. Mas teve aquele gosto de polêmica que é salutar, ainda que, talvez, esse tenha sido um de seus poucos méritos.
A passagem vale para registrar que em todo lugar que Hamilton Ribeiro passa deixa a sua marca de excelente jornalista, vencedor de diversos prêmios.
Déjà vu
A primeira impressão que tive ao entrar no plenário da Câmara Municipal foi a de “déjà vu”, tanto era o número de caras conhecidas. No momento, era exibido um vídeo sobre o homenageado.
Em seguida, o mestre de cerimônia chamou os componentes da mesa e leu uma interminável lista de gente que não pode comparecer mas que enviaram mensagens de congratulações a começar pelo governador do Estado, pelo prefeito, vereadores, a dirigentes e colegas da Globo.
Estavam presentes, Roberto Freire, presidente nacional do Partidão e do atual PPS, e meu candidato a deputado federal, Audálio Dantas, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, o atual presidente José Augusto de Camargo, o Guto, uma das irmãs Galvão, da dupla de música caipira, que ficaram amigas de Zé Hamilton depois de uma reportagem sobre o gênero musical e que fez um excelente discurso lembrando do fato, o proponente do título, é óbvio, o vereador Cláudio Fonseca, o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, e Ivo Herzog, presidente do instituto que leva o nome do pai, Vladimir Herzog, jornalista assassinado pela ditadura militar, todos esses integrantes da mesa que dirigiu os trabalhos.
Na platéia, ex-presidentes do sindicato, como Everaldo Gouveia, Antonio Carlos Fon e Fred Guedhini, dirigentes da entidade, os jornalistas Moacir Longo e Sergio Gomes e outros veteranos profissionais como Almyr Gajardoni, além de companheiros de diretoria do sindicato . Também havia um grupo de estudantes de jornalismo.
A cúpula do PPS estava lá para prestigiar o jornalista que recentemente se filiou ao partido, uma surpresa para mim, porque sei de sua participação política como sindicalista e profissional engajado com a luta pela redemocratização, mas nunca o soube vinculado a algum partido político, afora a sua ligação com Moacir Longo, veterano comunista.
Com certeza, a vinculação a um partido político tem um dedinho do Moacir, por quem Hamilton nutre bastante admiração, como todos nós que temos o prazer de conviver com ele.
Sua filiação talvez se deva à revisão feita pelo partido, que mencionou durante o seu discurso de agradecimento. O jornalista lembrou as origens do PPS no velho partidão, falou do abandono ao conceito da “ditadura do proletariado”, do repúdio a essa e a todas as outras ditaduras.
Bem por isso, interpreto, ele nunca se veiculou ao partidão, porque, apesar de reconhecer o seu valor, não estava confortável com a vinculação do partido ao PCUS, o PC da ex-União Soviética, que a sigla só deixaria de abraçar com a Perestroika e a Glasnot de Gorbatchov e a queda definitiva do regime.
Mas o jornalista deixou claro sua admiração pelo papel dos comunistas na política brasileira, que, segundo palavras minhas, sempre esteve identificado com a luta contra o arbítrio e pela democracia, apesar de seus eventuais erros.
Um excelente contador de histórias, como deve ser um bom jornalista, lembraria Audálio Dantas, Zé Hamilton iniciou dizendo que ao completar recentemente 50 anos de exercício de profissão, foi convidado pelos diretores de jornalismo da TV Globo para uma reunião.
Naquele dia, quando chegou à emissora, na portaria disseram que ele deveria se dirigir a uma determinada sala, antes de ir para a redação. Lá foi recebido pela cúpula do jornalismo da Globo, que o homenageou com a exibição de um vídeo.
Mais tarde, Zé Hamilton encontrou-se com uma antiga funcionária dos Recuros Humanos que lhe perguntou se estava bem de saúde. Surpreso pela pergunta, Zé Hamilton quis saber porque ela estava tão preocupada com a sua saúde. “É que aqui na Glodo”, disse a amiga, “quando homenageiam um funcionário é que ele está prestes a morrer ou a se aponsentar”. Como descartou a primeira hipótese, pensou que sua dispensado era iminente, brincou.
O jornalista terminou o discurso bastante emocionado pela perda da mulher e companheira Cecília. Disse que se lembrava de seu sorriso iluminado e humor refinado e que sempre que a convidava para ir a alguma ocasião festiva ou comemorativa, ela recusava e dizia que não ia porque não tinha roupa apropriada.
O jornalista que viajava muito, devido aos seus compromissos profissionais, disse estranhar porque sempre que saia deixava para Cecília um cheque em branco.
Hamilton Ribeiro lembrou que as filhas, depois da morte da mãe, ao mexerem em suas coisas, encontraram entre elas uma pilha de cheques em branco.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É assunto da campanha, sim

Então, tá. Dilma diz que denúncias sobre filho lobista de Erenice Guerra são assunto de governo, não de sua campanha. Mas quando se trata de gabar-se de conquistas de governo, como é que fica? Quer dizer, assume os benefícios, mas deixa de lado o ônus e a sujeira.



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Perplexidade

Com certeza não sou apenas eu, mas cada vez fico mais perplexo com o andamento das investigações acerca da quebra de sigilo da Receita Federal.
Agora descobriram que uma das responsáveis e seu marido tinham em casa procurações para convencer as pessoas que tiveram os seus sigilos quebrados a assinarem os documentos para justificar as violações. Isso tudo, segundo os seus depoimentos, aconselhados pela ... Corregedoria da Receita!!! Até quando o responsável-mor da Receita vai permanecer no cargo, até quando vai se aguardar para uma intervenção no órgão?
Mais perplexo ainda eu fico com as declarações do ministro da Fazenda e do próprio presidente da República querendo minimizar um caso tão grave quanto esse.
É a mesma atitude adotada sobre o "mensalão". As pessoas, militantes e políticos ligadas ao partido no poder e o próprio presidente, que se comporta não como mandatário mas como presidente da sigla, dizem que tudo é uma invenção da mídia.
Inversamente, os prejudicados com a quebra de sigilo passam a ser considerados culpados. Cada vez mais me convenço que a frase:" o Brasil não é um páis sério", atribuída ao ex-presidente francês De Gaule, é a mais adequada para definir o que fazem da nossa amada e espoliada terra.
Minha esperança está depositada na democracia (sim, sou idealista ou apenas um idiota, não sei), que acredita que ela deve ser cada vez mais ampliada, por mais que o presidente da República queira desacreditá-la com suas atitudes.
É hora de dizer um basta a essa situação, que não pode ser perpetuada. Se pela via eleitoral não é possível no momento, dado o andar da carruagem pendendo para a candidata situcionista, que, pelo menos, o clamor de alguns poucos indignados se possa ouvir nas ruas e em todos os cantos, insistindo com firmeza para corrigir as distorções que presenciamos.
Os cidadãos que prezam a democracia não podem se conformar com tais violações, mesmo que a oposição do momento se veja impelida em fazer as denúncias por mero oportunismo eleitoral (espero sinceramente que não seja o caso).
A imprensa também não pode se calar passadas as eleições, como muitas vezes o faz, para não passar a impressão de que está sendo manipulada pelo momento eleitoral.
Outra preocupação é com a Lei da Ficha Limpa. Já se notam recuos dos magistrados do Supremo de aplicarem a legislação a partir de agora. Não é possível que Maluf e outros congêneres recebam mais um salvo conduto, por força de recursos e mais recursos e lentidão da Justiça.
Recentemente, Maluf teve uma pena prescrita devido a sua idade. É uma afronta vê-lo sorrindo e gozando dos cidadãos. Muitos acabam acreditando que o sujeito é de fato inocente, perseguido.
Como consolo, assistimos há pouco um prefeito e sua quadrilha ir parar na cadeia, em Dourados, e um governador e seus asseclas, no Amapá, terem o mesmo destino. Esperamos que a Justiça faça o seu papel e que tudo não acabe como outros casos dos que são flagrados de calças curtas, cuecas abarrotadas de dólar, cofres em casa cheios de dinheiro vivo. Deve ficar claro aos cidadãos de bem que o crime não compensa.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Livraria da Vila, Esperando por Robert Crumb

Mezzo entrevero na fila do Café, estou um pouco fora da ordem. Incrível senso de organização, a importância da fila na sociedade brasileira. Sem querer que fazer disso um tratado sociológico, parece que a única coisa que funciona dentro de uma lógica burra no Brasil é a fila. O fato é que eu e meu filho queríamos tomar café acompanhado de pão de queijo. A atendente contesta a minha posição. "O senhor não está na fila". De fato, não estou na fila. Estou ao lado do caixa, esperando que uma moça seja atendida, para depois eu próprio ser atendido. Impossível que ela não tenha me visto alí, pois estou a poucos centímetros de seu decote. Logo, uma outra
pessoa se posiciona atrás da primeira e ainda uma outra. Faço a defesa de minha preferência pois já estou algum tempo aguardando que a pessoa que estava a minha frente fosse atendida. Bastante contrariado e com cara de mau insisto em minha posição e me vendo decidido, a atendente cede.
Tipos dos mais variado do gênero humano descolado, se somavam ao cenário da livraria, enquanto esperávamos Robert Crumb, Gilbert Shelton e Caco Galhardo. Obeservo uma jovem que conversa com a outra, em posição de pas de deux. A outra em questão, algo fora dos padrões de estética feminina do momento, conversava, conversava, conversava,enfim, falava muito.
Alguns momentos antes, ainda no Café, dois jovens também conversavam: "é bom, quando o bagulho é bom", diz um ao outro.
O auditório já estava cheio quando chegamos, uma hora e meia antes do horário previsto para a palestra. De início, de 50 a 60 pessoas, avalio sem o auxílio de instituto de estatística adequado, ocupam todas as cadeiras de plástico disponíveis. Meia hora depois de nossa chegada já somam a 100, quase a metade, portanto, de pé, nas laterais do auditório e nos corredores. As pessoas se empacientam para receber Crumb e companhia, palestrantes ou debatedores,como queiram. Crumb tem fama de faltar a alguns compromissos, lembro de ter lido algum artigo a respeito. Temo que isso aconteça hoje.
O suspense está armado. Uma pessoa perto de mim comenta que estava convencionado que Crumb e Shelton autografariam seus trabalhos somente para as primeiras 40 pessoas agraciadas com uma senha. Meu filho, para quem Crumb se assemelha a Deus, não tem a fatídica senha. Sairá frustrado dessa?
Assim mesmo compramos o livro Origem, alvo do lançamento da noite.
La fora faz frio, aqui calor. Alguns tipos tinham a cara de personagens de Crumb, outros do proprio cartunista quando jovem, suponho. Há musicos na plateia, poetas nas coxias, atores e atrizes desconhecidos ainda do público, desconfio que até advogados e engenheiros, quem sabe, amantes dos quadrinhos, estudantes, pessoas que idolatram Crumb, a maioria jovens, que sabe lá como, por influência dos pais, quem sabe, gostam do cartunista. Ele próprio depois, se confessaria surpreso de ter tantos fãs no Brasil.
Pouco antes de 10 minutos do horário previsto, vi a fresta do chapéu inconfundível que Crumb exibiu no Brasil, durante a Flip de Paraty, atrás de um cartaz, debaixo das escadas que dão ao auditório.
Também vi um cara na platéia que me parece familiar. Incrível a quantidade de caras que você pensa que pensa que conhece, que estão em alguns eventos que se vai em São Paulo, uma cidade de tão grandes dimensões, mas que parece tão pequena e provinciana. Nos eventos de um determinado gênero sempre há rostos familiares, gente que vai aos mesmos acontecimentos que você gosta. Trata-se de um público cativo. De maneira que, se você quer enconstrar-se com determinada pessoa, é quase garantido que você irá encontrá-la num desses momentos.
Já está na hora prevista para começar a palestra. Detesto quando as pessoas chegam atrasadas e se colocam à nossa frente, depois de horas de espera, no último momento, quando a gente pensa que já conseguiu o melhor lugar possível chegam os retardatários,particularmente os que são mais altos do que eu, que não são poucos. Ôpa, alguém testou o microfone. Silêncio geral, o zum-zum quase acaba. Os espetáculo começa. As regras já foram colocadas: há espaço sobrando no ambiente do café, onde uma tela vai transmitir tudo (pô, mas e se eu quero ver a cara dos caras, ao vivo, ainda que de longe?), senhas distribuídas para autógrafos, sem concessão de quem não as tenha, não é permitido flash, perguntas serão respondidas no final, haverá tradução simultânea, patrocinadas por empresa tal.
Uma menina de uns sete anos driblou as pessoas umas trinta vezes, foi e voltou do fim do auditório para perto das cadeiras, onde os três convidados ficariam, várias vezes e agora se encontra perto deles. Diria que é uma expectadora privilegiada, se é que ela dá a mínima para isso. Tudo para ela é curtição naquela noite.
Uma hora e meia depois de estarmos ali, a maior parte do tempo em pé, avisto primeiro o chapéu de Shandler, Crumb depois e Galhardo por último, que se posiciona entre os dois. É ele que vai conduzir as perguntas aos convidados.
A voz de Crumb é diferente do que imaginava. Esperava ouvir um ancião combalido pelo uso frequente das drogas. Ouço uma voz firme e até certo ponto jovial. A mesa é muito baixa, quase não dá pra ver os rostos dos cartunistas.
Algum desavisado abre um livro desses dirigudi ao público infantil que contém a voz de uma criança que narra o roteiro da obra para outras crianças que ainda não aprenderam a ler. Crumb pergunta se tem alguma criança no recinto e diz,brincando, que aquele não é um local apropriado para crianças.
Galhardo chama Crumb de elo perdido (o mesmo que dinossauro, suponho), todas as referências do artista, segundo ele, são do passado. O cartunista admite que suas referências são de uma época antiga (dos anos 20, segundo entendi), mas completa que as coisas não se perdem no ar.
Galhardo prossegue, agora, se referindo a Shandler, para dizer que "The Fabulous Freak Brothers", seus personagens mais conhecidos, são a cara dos anos 60. Sandler diz que os Freak são ambientados na década de 60, mas que suas referências são dos anos 40. O intermediador pergunta se é verdade que ele foi dispensado do Exército por alegar ser dependente de drogas. Shandler admite laconicamente que sim, principalmente, devido ao consumo de peyote, uma erva mexicana que diluída em chá provocava alucinações de efeito similar ao LSD, além de drogas lícitas e ilícitas, que mexiam com seu estômago, efeito que ele achava legal, porque depois vomitava e ficava curtindo as cores do próprio vômito.
Crumb admite que as drogas tiveram influência sobre o seu trabalho, principalmente o LSD, mas que não as recomenda a ninguém, porque elas mexeram com a sua memória. "Elas ajudam a ter alucinações, mas quando o efeito passa ou você se suicida ou procura outras formas de inspiração".
Questionado sobre quem teve mais influência sobre ele, Buckowisck, de quem ilustrou alguns contos, ou Deus, objeto de seu mais recente trabalho, Origem. Crumb responde que o livro do Gênesis foi escrito por pessoas, não por Deus. "É um livro louco", complementa Shandler, dizendo que quem o escreveu deveria estar drogado, provocando boas risadas na platéia.
"Buckowisck foi mais positivo para mim, como guia espiritual e é mais importante para para mim do que Deus. Ele e os Três Patetas são o que realmente importa na sociedade norte-americana", afirma Crumb. "A Bíblia não traz nada para a vida moderna, ao contrário de Buckowisck", completa Crumb carregando em todas as letras. Sobre São Paulo, Crumb diz que é uma cidade louca. "Estou surpreso que todos vocês não estejam loucos de morar em São Paulo".
Modesto, afirma não saber porque "vocês gostam tanto assim de mim, desconfio que algum dia alguém vai levantar e me dar um tiro".
Shandler comenta a respeito do filme de animação sobre os "The Fabulous Freak Brothers", que está preparando. Afirma que anda atrás de dinheiro para levar adiante a empreitada que já leva seis anos.
Alguém fala sobre uma tal de mulher feijão que Crumb persegue. Ele comenta que as mulheres no Brasil "são grandes (?)|" (com certeza está falando das bundas), fala dos shortinhos agarrados. "Eu gosto desse tipo de mulher, não sei porque. Já se vão mais de 20 anos de análise com Freud e eu ainda não descobri porque", brinca.
Outra pessoa pergunta sobre o trabalho de outro cartunista norte-americano, que minha ignorância admite desconhecer. Picard, acho que esse é o nome, cujo trabalho tanto Crumb quanto Shandler acham por demais depressivo, por influência de sua terra natal, Cleveland, de onde o artista nunca saiu, até a sua morte recente.
Crumb comenta que ele não desenhava tão bem quanto escrevia e que gostou de ter trabalhado com ele.
Os dois, Shandler e Crumb, se declararam a favor da legalização das drogas e Crumb se utilizou de um argumento que considero sensato. Diz ele que nos anos 20, o governo norte-americano colocou o álcool na ilegalidade e foi nessa época que o crime organizado floreceu. "Incrível como não se aprendeu nada com a lição".
O cartunista foi presenteado com vários discos de vinil de 78 rotações. Chegou a perguntar se o Natal já tinha chegado.
Problemas de criação nos Estados Unidos por causa da repressão, ele disse que nunca teve. Apenas com o fisco devido a questões com o imposto de renda. Disse que a idéia de mudar para a França onde se estabeleceu foi de sua mulher, a também cartunista Aline, que estava presente, e que parece ser muito mais jovem que o marido.
Crumb achou as pessoas muito amáveis em São Paulo e no Rio de Janeiro e que a imagem das cidades não condiz com a propaganda de serem muito violentas, disse estar surpreso neste sentido. Mas foi impiedoso com o seu país. "Quanto menos perto dos Estados Unidos voces estiverem, melhor para vocês". O artista se declarou socialista e a exemplo da imagem que faz de nossas principais cidades, também o Crumb apresentado pela imprensa brasileira como chato e irrascível não condiz com o retrato que lhe foi atribuído. Crumb se mostrou gentil, amável e bem-humorado.
Caçadores de autógrafos
Momentos de suspense e tensão durante a caça aos autógrafos. No fim, as limitações impostas pelas senhas caíram por terra e o clima de terrorismo imposto pelos donos da livraria, dois irmãos bastante parecidos no aspecto, também. Meu filho se comportou bravamente indo até o final em sua firme intensão de obter o tão sonhado autógrafo de um de seus maiores ídolos. Fiquei emocionado por ele e por mim. Crumb deixou sua assinatura com dedicatória a meu filho, que, por sua vez, pediu que incluísse o meu nome,soletrando cuidadosamente em Inglês cada letra para que o autor não se enganasse na grafia. Depois fomos comemorar com um bom e sustentoso hamburger, acompanhado de mate com pêssego.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010


O vice-presidente da Colômbia é a cara do Romeu Tuma. Angelino Gárzon recém saiu de uma cirurgia. Pra mim, foi cirurgia plástica para troca de identidade.

Marina cria o dízimo eletrônico

Já reparou como a candidata a presidente Marina Silva (PV) em suas declarações parece indicar que tudo é uma benção, incluindo as suas próprias “proezas”. Ao implantar o seu sistema de arrecadação de finanças via internet, a candidata disse: “é um legado que deixamos a sociedade e a outras campanhas.” Quem sabe a candidata pudesse soar um pouco mais humilde e menos messiânica. Assim, o legado das doações por meio do seu site se assemelha mais a um dízimo eletrônico. Coincidentemente a legislação eleitoral fixou em 10% do rendimento bruto a contribuição do eleitor às campanhas eleitorais.
As doações viraram moda a partir da campanha de Obama, nos EUA.

Deputado Davi Zaia

Emenda beneficia APAE de Dracena
Deputado Davi Zaia

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A respeito da Usina de Belo Monte


Alguns assuntos são muito complexos para pessoas normais como eu e você e acabam sendo tratados apenas por especialistas e entendidos no assunto. A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é um deles. Então, quando surge a oportunidade de escutarmos alguém que possa nos dar uma "luz" a respeito, devemos aproveitá-la.
Assim, como uma espécie de convite, sugiro aos leitores deste blog, que aproveitem a oportunidade para assistir a palestra do professor Célio Bermann, do curso de Pós-Graduação da USP e consultor de entidades de proteção ambiental, no dia 11 de agosto próximo, no Hotel Pergamon, da Rua Frei Caneca, 80, no Bairro Bela Vista, em São Paulo.
A palestra é promovida pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), fundação cultural, suprapartidária, com sede em Brasília e representação em São Paulo. Trata-se de uma contribuição para que o assunto se popularize e possa ser conhecido pelas pessoas e, principalmente, pelos chamados formadores de opinião.
Acredito que a informação é fundamental para que a sociedade participe de assuntos que lhes dizem respeito diretamente. Afinal, a obra tem custo superelevado e se, o projeto for adiante, além dos efeitos sobre o meio ambiente e a vida de milhares de pessoas, diretamente ou indiretamente envolvidas, terá efeito sobre o nosso bolso. Dinheiro público, muiiiiiiiiiito dinheiro, é o que estou me referindo. Meu, teu, enfim, nosso.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

http://www.23123davizaia.com.br/

Ouça o jingle da campanha de Davi Zaia 23123 http://www.23123davizaia.com.br/

Artigo: Marco Antonio Villa compara Lula a Napoleão

MARCO ANTONIO VILLA

O nosso 18 Brumário

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Lula quer aparecer como benfeitor de todas as classes, tal qual Luís Bonaparte
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O MAIOR PERSONAGEM da eleição não é candidato: Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje é o grande cabo eleitoral não só da sua candidata mas de toda base governamental. Chegou a esta condição contando com o auxílio inestimável da oposição.
No primeiro mandato teve sérios problemas, como na crise do mensalão. A oposição avaliou -erroneamente- que seria menos traumático e mais fácil deixá-lo nas cordas, para nocauteá-lo em 2006.
As saídas de José Dirceu, Antonio Palocci e Luiz Gushiken deram a Lula o protagonismo exclusivo. Só então teve condições de governar como sempre desejou.
A troika limitava sua ação e dividia as atenções políticas. Dava a impressão de que o chefe de Estado não era o chefe do governo.
A crise foi providencial para Lula: libertou-se do aparelho partidário, estabeleceu alianças como desejava e passou a ser a âncora exclusiva de sustentação do governo.
O segundo mandato, na prática, começou no início de 2006. A oposição mais uma vez evitou o confronto direto. Avaliou -erroneamente, novamente- que seria melhor manter os governos estaduais de São Paulo e Minas, transferindo o enfrentamento direto com Lula para 2010.
Em um terreno livre, Lula teve condições únicas para um presidente nos últimos 40 anos: estabilidade política, crescimento econômico e controle do Congresso.
As CPIs, que criaram problemas no primeiro mandato, perderam importância. Os frutos da estabilidade e uma conjuntura internacional favorável possibilitaram um rápido crescimento da economia e a expansão do consumo.
Paulatinamente, Lula foi afrouxando a política fiscal, abandonou as rígidas metas do primeiro mandato, manteve um câmbio artificial, incentivou o capital especulativo e foi empurrando para o próximo presidente uma bomba de efeito retardado.
Abrindo um imenso saco de bondades, ampliou o crédito para as classes C e D, favoreceu as viagens internacionais para a classe média e criou uma nova burguesia -a burguesia lulista- que ampliou o seu poder graças às benesses dos bancos oficiais. Expandiu numa escala nunca vista os programas assistenciais, como o Bolsa Família, e manietou os velhos movimentos sociais comprando suas lideranças.
Tal qual Luís Bonaparte, Lula "gostaria de aparecer como o benfeitor patriarcal de todas as classes". Foi ajudado pela oposição, sempre temerosa de enfrentar o governo. Usando uma imagem euclidiana, Lula "subiu, sem se elevar -porque se lhe operara em torno uma depressão profunda". Ele almeja transformar o 3 de outubro no seu 18 Brumário.

Fonte: Folha de S.Paulo 4/8/10

Vi Encarnação do Diabo, e gostei

Fui dormir impressionado com o filme que vi no Canal Brasil. A Encarnação do Demonio. Agora compreendo o prestígio adquirido por Zé do Caixão nos Estados Unidos. O cara é louco, Desde criança,estou acostumado a conviver com o personagem que o José Mujica Martins criou há quase 50 anos. Confesso que nunca gostei exatamente de outros filmes do autor, que fazem parte da sua trilogia. De orçamento barato, tinham muitos defeitos. Era o nosso Ed Wood, rei dos filmes trash. Esse não deve nada a filmes similares, incluindo o cultuado Tarantino. O filme mescla cenas de filmes anteriores do Zé do Caixão. Me impressionaram os primeiros planos. Como diria o personagem principal de Apocalipse Now, imortalizado por Marlon Brando, "é o horror!". Zé do Caixão deve apavorar os atores de verdade para tirar aquelas expressões. Gostei da fotografia, dos cenários (tem cena até no Hoppi Hari ou Play Center, deve ser merchandise), locações em São Paulo, no Instituto Biológico (sou fã do estilo gótico do prédio), participação de Zé Celso, Jece Valadão (acho que em seu último filme), Helena Ignez (a mulher de todos), Cristina Achê (retornando a cena após muitos anos). Dos trash do gênero é bem superior ao Massacre da Serra Elétrica e dá de 100 a zero no abaixo da crítica Jogos Mortais.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Política Democrática terá versão eletrônica - REDE + DEMOCRACIA

Política Democrática terá versão eletrônica - REDE + DEMOCRACIA

Descobertos novos genes raros do autismo

Projecto internacional, que integra investigadores e doentes portugueses, abre portas a diagnóstico precoce

00h30m

GINA PEREIRA

Novos genes de susceptibilidade para o autismo e variantes raras do genoma foram identificados em doentes autistas, muitos deles encontrados apenas no indivíduo e não nos pais. Os resultados constam de um estudo internacional, em que Portugal participa.

É o maior estudo jamais realizado sobre autismo e envolve cerca de mil doentes com perturbações do espectro do autismo, entre eles cerca de 300 crianças portuguesas que são seguidas no Hospital Pediátrico de Coimbra. Os novos resultados do Autism Genome Project (AGP), consórcio internacional criado em 2002 e constituído por 120 cientistas provenientes de 11 países, entre os quais Portugal, são hoje publicados na revista científica "Nature". E abrem a possibilidade de, no futuro, poder haver um diagnóstico precoce molecular do autismo.

O que os investigadores conseguiram agora identificar foi que os pacientes com autismo tendem a possuir no seu genoma mais alterações submicroscópicas - designadas Copy Number Variants (CNV's) - do que os indivíduos controlo. E que muitas destas alterações no ADN não são herdadas dos pais, mas correspondem a alterações dos cromossomas do próprio indivíduo, como acontece na Trissomia 21. As causas para o aparecimento dos CNV's não são ainda bem conhecidas, mas verifica-se que podem incluir entre um a 20 genes, parte dos quais já se sabe serem importantes no autismo ou na deficiência mental.

Outra das descobertas dos investigadores é que, enquanto isoladamente cada uma destas alterações é rara - isto é, responsável por uma fracção diminuta de casos de autismo - no seu conjunto estas variantes poderão levar à doença numa grande percentagem dos indivíduos afectados. O que acentua a convicção dos cientistas de que "existe uma enorme variabilidade genética na base do autismo", disse, ao JN, Astrid Vicente, investigadora-principal da Unidade de Investigação e Desenvolvimento de Promoção da Saúde e Doenças Crónicas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que participa neste projecto.

Num "futuro longínquo", o que estes resultados podem vir a permitir é que passe a existir um teste molecular que permita fazer um diagnóstico mais precoce do autismo, visto que actualmente o único diagnóstico que existe é comportamental. Por norma, os pais têm de esperar até aos dois/três anos para terem a certeza de que os comportamentos dos filhos correspondem a um diagnóstico de autismo.

Guiomar Oliveira, médica do Hospital Pediátrico de Coimbra que também participa no estudo, admite que esse diagnóstico possa vir a permitir "tirar dúvidas mais precocemente", mas o que aponta como mais relevante neste estudo é o facto de apontar "causas até então desconhecidas". "É um avanço enorme", diz, garantindo que "todos os dias" tem estado a encontrar respostas para casos de meninos cujo autismo não tinha qualquer explicação, o que acontecia em 80% dos casos.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma nova esperança

A cada momento, uma notícia nova reascende a esperança em pais de autistas. Muitas são especulações, mas como dizem que a esperança é a última que morre... um dia chegaremos lá.


Pesquisadores testam medicamentos para combater sintomas de autismo



DA NEW SCIENTIST:
01/06/2010-11h44



Pesquisadores estão desenvolvendo novas drogas para melhorar as dificuldades sociais de autistas e de outras pessoas com dificuldades de aprendizado. As únicas drogas prescritas no momento para autistas agem na redução da agressão e ansiedade, mas não atacam as causas do problema. As novas drogas, no entanto, poderiam atacar o cerne do problema.
"As pessoas podem aprender mais, a falar melhor, a interagir com outras pessoas e ser mais comunicativas", diz Randall Carpenter da empresa Seaside Therapeutics em Cambridge, Massachusetts (EUA), que está testando uma droga dessa nova classe.
O entusiasmo é compartilhado por Geraldine Dawson, cientista-chefe da instituição beneficente Autism Speaks e psiquiatra na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hills (EUA). "Pela primeira vez, estamos vendo medicamentos que poderiam lidar com sintomas essenciais do autismo."
O teste da Seaside Therapeutics é destinado a pessoas afetadas pela síndrome do X frágil, doença genética associada com o autismo. Pessoas com a síndrome possuem uma mutação em um gene envolvido no fortalecimento de conexões cerebrais ligadas a experiências salientes. Conexões mais fortes permitem que se consiga distinguir eventos relevantes de eventos irrelevantes (ou seja, permite o aprendizado). Mas a mutação no gene dificulta esse processo.
Uma equipe de pesquisadores da Seaside Therapeutics, liderado por Carpenter, está testando uma droga chamada arbaclofen que parece ser capaz de reverter os efeitos dessa mutação.
Carpenter apresentou os resultados em um encontro de pesquisadores da área na Filadélfia no dia 23 de maio.
Os resultados do trabalho sugerem que a nova droga pode melhorar habilidades sociais de pessoas com a síndrome do X frágil e autismo, incluindo melhora na comunicação e sociabilidade em geral e menos episódios de acesso de raiva.
Outra substância que pode ajudar no tratamento é o hormônio ocitocina.. Já se sabe que a substância parece conectar sensações de prazer ao contato social. Por causa disso, diversos grupos de pesquisa estão usando a ocitocina em testes para reduzir os sintomas do autismo.
No encontro da Filadélfia, uma equipe liderada por Evdokia Anagnostou, neurologista infantil do Instituto de Pesquisa Bloorview em Toronto, Canadá, apresentou um trabalho mostrando que a administração de duas doses diárias de ocitocina por seis dias aumenta a capacidade de reconhecer emoções e o funcionamento social de outras pessoas.
Segundo a psicóloga Uta Frith, do University College London, na Inglaterra, esse tipo de abordagem química no tratamento de autismo é algo ainda muito novo. Para Frith, seria muito bom que drogas pudessem atacar as causas da doença, mas enquanto elas não vêm, intervenções comportamentais ainda são uma das melhores alternativas.



http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/743866-pesquisadores-testam-medicamentos-para-combater-sintomas-de-autismo.shtml

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Sombras pioram percepção em crianças autistas, diz estudo

DA NEW SCIENTIST


Já se sabia que crianças autistas têm dificuldades para processar imagens. Elas acham, por exemplo, mais difícil compreender expressões faciais que crianças sem autismo. Agora um estudo publicado na revista "Plos ONE" mostra que a presença de sombras em objetos também prejudica o processamento visual em autistas.
Umberto Castiello, da Universidade de Pádua (Itália) e colaboradores compararam a habilidade de 20 crianças com autismo e 20 crianças sem autismo reconhecerem objetos desenhados com ou sem sombras.
Castiello e seu grupo descobriu que crianças com autismo nomeavam os objetos sem sombra mais rapidamente e objetos com sombra mais lentamente que crianças sem autismo.
Segundo Castiello, crianças sem autismo conectam objetos e suas sombras de uma maneira que facilita o reconhecimento de objetos. Quando essas crianças veem imagens com sombras inconsistentes com o objeto, por exemplo um vaso redondo com uma sombra triangular, o tempo para nomear o objeto é maior do que quando a sombra é consistente com o objeto.
Para crianças com autismo, contudo, faz pouca diferença se as sombras são consistentes com o objeto ou não.
Uma possível aplicação do resultado é o uso de salas de aula mais bem iluminadas para que turmas de autistas tenham menos distrações.
A parte e o todo
De acordo com Uta Frith, psicóloga especializada em autismo do University College London, no Reino Unido, os resultados concordam com a teoria de que autistas não utilizam o contexto em torno de um objeto (no caso, as sombras) para ajudar a interpretar dados visuais.
De maneira mais geral, autistas parecem prestar mais atenção para as partes do que para o todo. Frith nota que crianças com autismo gostam de montar quebra-cabeças, mas, ao contrário de crianças sem autismo, não mostram interesse na figura final.



http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/741273-sombras-pioram-percepcao-em-criancas-autistas-diz-estudo.shtml

terça-feira, 1 de junho de 2010

Flickr: Sua galeria

Flickr: Sua galeria



Deputado e vereador do PPS prestam contas

Ontem, segunda-feira, na Câmara Municipal de São Paulo, o deputado estadual Davi Zaia e o vereador Cláudio Fonseca, ambos do PPS, deram exemplo de transparência de seus atos, ao promoverem uma reunião de prestação de contas de seus mandatos. No auditório Prestes Maia, reuniram algumas dezenas de pessoas para um relato das ações do mandato. Os parlamentares fazem parte da Frente de Apoio ao Cooperativismo, no âmbito municipal e estadual, respectivamente.



Como exercitar o seu cérebro

Não são só nossos músculos que precisam de uma academia, o cérebro também precisa se exercitar. Apesar de o crescimento dos neurônios praticamente parar depois dos 20 anos de idade, eles continuam realizando conexões e precisam de constantes estímulos para se manter funcionando direito. Durante muito tempo, jogos como o xadrez, a paciência e as palavras-cruzadas acabavam servindo como esse estímulo. Com o surgimento do videogame, o leque de exercícios aumentou drasticamente. Só estava faltando o personal trainer.

O site Cérebro Melhor oferece um treinador pra guiar o usuário pelos 20 games disponibilizados na página. O projeto foi baseado num site francês, que já foi traduzido para o alemão e o inglês. Segundo o francês Frank Bernard, criador do site original, jogar durante vinte minutos por dia, pode ajudar a melhorar as funções cognitivas, prevenir seu declínio e proteger contra o Alzheimer.

Para a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, o diferencial do site é o treinador virtual, que guia o treino naquelas áreas em que o usuário tiver mais dificuldades. Os criadores dividiram as funções cerebrais a serem desenvolvidas em cinco categorias: memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e percepção espacial.



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