terça-feira, 24 de abril de 2012

Assassinado o quarto jornalista brasileiro nesse ano


Décio Sá era autor de um dos blogs mais lidos do Maranhão
Relatório da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) denunciando a morte de jornalistas na América Latina, incluindo Brasil, coincide com o assassinato do jornalista Décio Sá, em São Luiz (MA), sem que o seu executor se preocupasse de esconder o rosto. 
Com mais essa morte, na segunda-feira, já são quatro os jornalistas assassinados no Brasil, incluindo relatório da SIP, que relaciona as mortes ainda de Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, editor-chefe do “Jornal da Praça”, em Ponta Porã (MS); Mário Randolfo Marques Lopes, chefe de reportagem do site “Vassouras na Net”, em Barra do Piraí (RJ); e Laércio de Souza, jornalista da rádio Sucesso, assassinado em Camaçari (BA). 
Foram denunciados ainda pela SIP oito casos de agressão a jornalistas, um de prisão, seis de censura judicial, seis atentados e seis ameaças à imprensa, esse ano. 
A quarta vítima fatal, Décio Sá, de 42 anos, foi executado por um homem que estava em uma motociclista. 
Repórter da editoria de Política de “O Estado de Maranhão”, Sá era autor de um dos blogs mais lidos do estado. O jornalista foi atingido por seis tiros, quatro na cabeça e dois nas costas. 
Em seu comunicado divulgado também na segunda-feira, em Cadiz, Espanha, durante o seu encontro semestral, a SIP cita a diplomacia brasileira que teria se recusado a endossar uma resolução da Unesco que tinha por objetivo proporcionar mais segurança aos profissionais da imprensa.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Poupatempo de segunda geração


Para acompanhar as mudanças tecnológicas e atender ainda melhor a população, a Secretaria da Gestão Pública do Estado de São Paulo pretende aperfeiçoar um equipamento que ainda hoje é um dos maiores exemplos de inovação no serviço público. É o Poupatempo criado em 1996, em São Paulo, pelo ex-governador Mario Covas, que reúne vários tipos de serviços em apenas um lugar, como a confecção da carteira de identidade, carteira profissional, habilitação de motorista, licenciamento de veículos, entre outros.
Um dos desafios da pasta, segundo o secretário Davi Zaia, que participou nesta quinta-feira de gravação do programa A Hora e a Vez da Pequena Empresa, do Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria) é o Poupatempo de segunda geração, que terá as mais modernas tecnologia da informação.
Com isso, será possível, afirma o secretário Davi Zaia, criar unidades menores do Poupatempo para que se possa descentralizar os serviços e abranger novas cidades, distantes dos grandes centros urbanos e até mesmo em determinadas zonas rurais.
As unidades do Poupatempo, num total de 37, oito delas na Capital, realizam aproximadamente 300 milhões de atendimentos todos os anos, ou 2,8 milhões/mês. O maior número de atendimentos acontece no Poupatempo Itaquera, na periferia de São Paulo, com uma 291 mil todos os meses.
Outro projeto do secretário é o acerto com as prefeituras para incorporar também os serviços da municipalidade e com o governo federal para oferecer também os serviços da União, nos Poupatempo.
O programa com o secretário Davi Zaia, que foi entrevistado pelo presidente do Simpi, Joseph Couri, deve ser veiculado dentro de duas ou três semanas pela Rede TV e Rede Vida, com alcance nacional.

Blog do PPS: Um diagnóstico das "burrices" do sistema de Saúde

Blog do PPS: Um diagnóstico das "burrices" do sistema de Saúde: Foi um sucesso nesta quinta-feira (19), com auditório lotado e participação entusiasmada dos pré-candidatos à Câmara Municipal, mais um dos ...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para descontrair

Southern Cross, clássico do Crosby, Stills & Nasch.
A banda estará no Brasil este ano e talvez eu não vá, por absoluta falta de grana.
O dinheiro nem sempre traz felicidade, mas que falta que faz.
http://youtu.be/Bw9gLjEGJrw

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Política e crime organizado não combinam


 Por Silvano Tarantelli

O senador Demóstenes Torres, pivô do caso Cachoeira


Se as crises dão margem para fórmulas que as superem, a CPI do Cachoeira, que se inicia na terça-feira em Brasília, poderia dar o ensejo para se encontrar soluções que coíbam a ligação de políticos com o crime organizado, via financiamento ilegal das campanhas eleitorais.
Algumas propostas como o financiamento público das campanhas continuam na ordem do dia e poderiam fazer parte da reforma política, sempre muito comentada, mas nunca colocada na pauta do Congresso, por fugir aos interesses dos políticos e governo, ora encastelados no Poder.
Se não querem que os efeitos sejam imediatos poderiam trabalhar com uma perspectiva de que a reforma política possa ser colocada em prática em um universo de tempo para daqui a mais duas campanhas eleitorais, por exemplo.
A visão imediatista de grande parte dos políticos interfere no processo e não deixa ver que a continuar como está a política continuará ainda mais desacreditada, com crises institucionais cada vez mais graves.
Talvez a intenção seja mesmo essa: afastar ainda mais a população da prática política, tal como reserva de mercado para quem de ofício, os políticos tradicionais.
Enquanto isso, os escândalos se sucedem e se agigantam. É o caso do mensalão, no qual parte dos responsáveis podem se ver livres se as investigações caminharem para a prescrição de alguns crimes, e, mais recentemente, os estragos de Carlinhos Cachoeira.
Da forma como for conduzida, a CPI se transforma em uma incógnita. Pode tanto dar em nada como  causar estragos na oposição e situação porque a sua origem é a mesma: o financiamento ilegal das campanhas eleitorais, o popular caixa dois.
Não é justo afirmar que nada se fez. Em 1988, a Constituição consolidou o fundo partidário criado pelo regime militar, que foi regulamentado em lei em 1995, para financiar  a atividade dos partidos políticos e as campanhas eleitorais.
Em 1997, foi feita uma mini-reforma eleitoral, deflagrada pelas repercussões do escândalo do mensalão, mas são pontuais, como foram as alterações decorrentes do impeachment de Fernando Collor de Melo.
É certo que o financiamento público por si não evitará casos de corrupção. A fiscalização desses atos por parte da Justiça Eleitoral também precisa ser mais rigorosa, assim como as penalidades que devem recair também sobre os partidos políticos e não apenas sobre as pessoas físicas infratoras.
Alguns projetos de iniciativa parlamentar estão em tramitação, assim como há propostas da sociedade civil como a OAB, além de pressões por parte de sindicatos e outras entidades por mais rigor nos casos de corrupção.
Talvez fosse o caso de inspirar-se na lesgislação de outros países, como o Peru, que implantou em sua legislação o financiamento público direto. Por meio deste, os partidos políticos recebem verbas de fundos públicos e privados para financiamento de suas atividades e das campanhas eleitorais. Há restrições quanto a doações de fornecedores do governo e de empresas e pessoas de fora do País, que são proibidas.
Enfim, é hora de se pensar seriamente em soluções adequadas que reduzam as margens que fazem os esquemas de corrupção prosperarem.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O cidadão quer saber: o País precisa de um mito?


Por Silvano Tarantelli

Nosso Grande Líder
Tudo bem: admito a importância do sindicalista Lula na história desse País e do significado das greves do ABC para redemocratizar o país, embora essa luta seja resultado de uma série de fatores e sacrifícios de outros personagens.
Dezenas de outros sindicalistas dedicaram tanto ou mais de suas vidas pela luta dos trabalhadores e pela população brasileira, sem receber o merecido reconhecimento, alguns no anonimato, sofrendo torturas, exílio e, em alguns casos, morrendo pelos seus ideais. 
Lembro-me, entre outros, de Roberto Morena, Lindolpho Silva, Edgar Leuenrouth, Osvaldo Pacheco e José Ibrahin, só para citar alguns nomes importantes. Com certeza, esta lista é muito maior do que minha curta memória.
Agora, quererem transformar Lula, ainda em vida, em mito, tal qual o Grande Líder Kim Il Sung, na Coreia do Norte (pai de Kim Jong Il e avô de King Jong Un, que o sucederam), ou mesmo Stalin, na ex-URSS, já é demais.
Leio nos jornais a notícia que pretendem construir um museu para lembrar as greves dos metalurgicos do ABC tendo o nosso “grande líder” como protagonista.
Tudo isso às expensas do erário público, parte do tesouro do governo e outra da municipalidade de São Bernardo do Campo, onde o museu deverá ser construído, sob obra e graça do alcaide Luiz Marinho (PT).
O museu vai custar R$ 18 milhões aos nossos bolsos, sendo R$ 14,4 milhões doados pelo governo federal e R$ 3,6 milhões do governo municipal.
Poderiam ao menos seguir a experiência de grandes museus nos Estados Unidos e Europa, patrocinados pela iniciativa privada por meio de doações.
Creio que esses museus, quase sempre temáticos, não sejam dedicados exclusivamente a esse ou àquele personagem, nem que se exponham obras de um determinado artista e detrimento de outros.
Tudo bem, temos o Mausoléu de Lenin, por exemplo, na Rússia, com o corpo mumificado do regente da Revolução Russsa. 
Mas não é o caso dessa vez de um monumento dedicado quase que exclusivamente ao sindicalista Lula, em vida, mesmo que a pretexto de se homenagear o sindicalismo brasileiro, que com certeza, não surgiu a partir das greves do ABC. Afinal, ainda bem, o homem está se restabelecendo satisfatoriamente de um câncer que pelos relatórios médicos foi superado e, terá, espero, uma longa vida pela frente.
Para completar, querem erigir outro memorial em São Paulo com a mesma finalidade (o projeto que cede o terreno está sendo analisado pela Câmara Municipal), orçado entre R$ 40 milhões a R$ 60 milhões, sob a coordenação de Paulo Okamoto, outro nome relacionado com o escândalo do mensalão.
Como assinala trecho de uma das peças do dramaturgo e poeta alemão  Bertolt Brecht, infeliz da nação que necessita de heróis.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tem raposa cuidando de galinheiro



Por Silvano Tarantelli

Esse negócio da CPI do Cachoeira esta parecendo o caso da raposa cuidando do galinheiro. O PT e partidos da base aliada querem manter o controle da comissão para que no final as conclusões absolvam quem de seu lado está envolvido.
Querem também restringir as investigações às relações do contraventor com os parlamentares sem envolver as empresas, para livrar a cara da Delta, que detém contratos bilionários com Brasília.
Impressionante como o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, tem o seu nome associado a casos recentes de corrupção. Aliás, ô herança maldita, essa. Brasília parece um pântano e não é de agora. Acumula sujeira nos últimos governos, principalmente ao que antecede Queiroz, o de Joaquim Roriz.
Para tanto lixo não há Delta (o grupo cuida de retirar os restos do consumo dos lares brasilienses) que dê conta. Quem sabe por isso mesmo cobre tanto para cumprir o seu contrato.
A convocação da CPI foi estimulada pelo ex-presidente Lula e, segundo consta, também por Dilma. Dizem que pode ser um tiro no pé do próprio governo. Para a atual presidente, reforça o marketing que vem sendo alimentado de uma espécie de nova caçadora de marajás. Tudo mundo se lembra o que aconteceu com o original.
Dificilmente, Dilma com o prestígio de 77% do eleitorado, segundo pesquisa recente acabará assim. Mas também como assinalou o senador Delcídio Amaral (PT-MS), até parece que o Planalto trabalha para querer abaixar esses índices de aprovação.
A intenção é a CPI responsabilizar alguns personagens pinçados da oposição como o governador de Goiás, Marcondes Perillo, mesmo que signifique respingar sobre quadros do PT, num espécie de canibalismo, mas também para espiar pecados maiores, como o próprio mensalão.
Vão-se os aneis permanecem os dedos.  Como afirmou o colunista Xixo Sá no twitter, o mensalão pode não existir mas que provoca efeito no nosso bolso, isso sim.
A presidente Dilma e o seu assessor, Olavo Noleto, suspeito de envolvimento no caso.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O cidadão quer saber 2: Como vão as nossas escolas?


Na segunda-feira desta semana uma reportagem de TV me deixou mais depressivo do que costumo estar nas segundas-feiras.
O tema era a situação de nossas escolas e retratava duas delas, uma municipal e outra estadual, no Pará, não me lembro em que município.
Quem teve a oportunidade de assistir viu cenas deploráveis de abandono, janelas sem vidro deixavam a água das chuvas, tão comuns na região Norte, entrarem nas salas, algumas delas impossíveis de serem utilizadas e outras funcionando na mais evidente precariedade. O pátio todo alagado obrigava os alunos a permanecerem na sala durante todo o recreio.
De positivo, o esforço dos professores em prosseguir dando aulas a despeito de todas as dificuldades.
Em contrapartida, outra reportagem da mesma emissora de TV, na terça-feira, tinha como tema o exemplo de uma aluna, filha de um cobrador de ônibus e de uma vendedora de flores que havia sido aprovada em quatro universidades dos Estados Unidos, uma delas Harvard.
A moça já cursa Física, na Universidade de São Paulo, e é professora voluntária em escolas públicas, onde cursou o nível fundamental. Um caso de esforço pessoal, incentivo dos pais e professores, mas que também é excepcional, quer pela inteligência acima da média quanto por um conjunto de oportunidades que a ela foram oferecidas em razão de sua capacidade.
O normal, se sabe, é que um aluno de baixo poder aquisitivo de escola pública tem muito mais dificuldades dos que os de escolas privadas de cursar por completo o ensino até o nível médio, que fará um curso universitário, embora todo mundo conheça casos que fogem a regra.
Lembro-me de um colega de infância de família humilde cujos pais eram trabalhadores domésticos que foi aprovado no conceituado ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica). A mãe fora abandonada pelo marido e as dificuldades não o impediram de progredir.
Isso foi há muito tempo e, naquele tempo, segundo os mais velhos como eu, as escolas públicas eram de outro nível.
E de fato, eram.
Eu, por exemplo, fiz o ensino básico quase que totalmente em escolas particulares, administrada por padres carmelitas. Com exceção de dois anos de escola pública. Pessoalmente, constatei que o ensino na escola pública era mais puxado.
Voltando a minha depressão, é difícil presenciar a situação atual do ensino no país, sem ficar nesse estado emocional. O Brasil sempre foi considerado uma país do futuro, mas que futuro pode ter um País com o ensino sucateado como é o nosso.
A crise atual de falta de profissionais especializados é reflexo da pobreza de nosso ensino e também de ausência de um projeto educacional de visão estratégica.
É triste saber, por exemplo, a quantidade de dinheiro desviada da educação e da saúde, principalmente, pela corrupção e também pela má gestão dos recursos publicos.
Nesse particular, tenho a certeza, como muitos hão de concordar, que os casos de corrupção deveriam ser punidos como mais severidade, tanto quanto os crimes que ameaçam a vida, porque, na verdade comprometem as futuras gerações e o próprio futuro do Brasil, enquanto Nação, que aspira vencer o atraso e o abismo social persistente.
Em tempo: quanto as escolas públicas de nível superior, algo de muito errado acontece na questão de acesso a essas universidades, decorrente também da péssima qualidade de ensino básico das escolas públicas.
É muito mais difícil para os alunos de baixo poder aquisitivo conseguirem ingressar no ensino público superior gratuito. E são estes os que mais necessitam dele. É polêmico, eu sei, mas são justamente os que têm mais recursos financeiros que usufruem da universidade pública.
É urgente pensar nesse tema, que é assunto para uma nova postagem.

O cidadão quer saber: como ficaram as estradas privatizadas no governo Lula?



Fotos: Rodovia Fernão Dias (CNT) 


Quem souber que avise e me conte. De preferência aqueles que costumam rodar pelas estradas federais e que podem, inclusive, postar fotos comprovando a real situação dessas rodovias.
Vale mais aqui constatar que o modelo de concessão de rodovias à iniciativa privada vem dando melhores resultados do que aquelas que estão sob a administração pública.
É o que constata a pesquisa de Rodovias 2011 da Confederação Nacional dos Transportes  (CNT). É a 15a. Edição da Pesquisa anual sobre a situação de nossas estradas.
A gestão concedida vence a disputa de braçada. A pesquisa engloba 92.747 quilômetros de estradas. Nessa comparação, 86,9% dos trechos considerados bons e ótimos são administrados pelas concessões contra 33,8% da administração pública.
Pode ser que eu possa morder a lingua ou deslocar o pulso, mas, ao que me consta, nos 2,6 mil quilômetros de estradas privatizadas em 2007 pelo governo do presidente Lula as mudanças são pouco substanciais. O problema parece estar no modelo adotado.
Na época, o modelo de privatização escolhido pelo governo Lula foi celebrado pelos meios oficiais como revolucionário. Hoje, o governo federal está mais comedido e pouco propaga os resultados alcançados.
As empresas vencedoras das licitações, a maioria delas conquistadas pelo grupo espanhol OHL, se comprometeram a cobrar em média R$ 0,02 por quilômetro rodado para administrar as estradas.
Na época a comparação que se fazia com o programa de concessões de rodovias à iniciativa privada em São Paulo do governo Mario Covas era que o preço alcançado representava seis vezes menos que o cobrado pela praça de pedágio das rodovias Anhanguera e Imigrantes.
O PT na oposição em São Paulo foi o maior crítico das concessões das estradas paulistas. Depois a crítica passou a ser feita em cima dos preços elevados dos pedágios do Estado e, por fim, já na situação, enquanto governo federal, o partido já não considerava a privatização das estradas como heresia e passou a comemorar a supremacia de seu modelo.
Nem sempre licitações que levam critério do preço mais baixo, sem as devidas salvaguardas no sentido de preservar a qualidade do serviço prestado, fiscalização e cobrança, são as que trazem melhores resultados aos usários.
Repito: não vai aqui uma crítica às privatizações e nem um apoio incondicional a este ou aquele modelo adotado. Sou da opinião de que o Estado deve investir o seu potencial em questões estratégicas como a orientação do modelo educacional, de saúde e de infraestrutura nacional. O estado deve orientar o desenvolvimento, para que o país tenha um projeto para o futuro e não apenas pontual.
Mas em relação à questão que tratamos no momento, pode-se por em dúvida o preço cobrado nas praças de pedágio, mas o fato é que o Estado de São Paulo conta hoje com as dez melhores rodovias do País.
Deve se levar em conta a vantagem do Estado em relação aos demais por ter adotado o modelo das concessões ainda em 1995, no governo Mario Covas.
São Paulo, por sinal, já se tem a primeira rodovia a cobrar por quilômetro rodado, uma forma considerada mais justa de cobrança. Trata-se de trecho de 70 quilômetros da Rodovia Santos Dumont, que utiliza o sistema denominado de Ponto a Ponto, em caráter experimental.
O fato é que o governo federal está atrasado e as estradas federais sob concessão ainda não mostraram os resultados esperados. 
A condição de nossas estradas ainda é muito ruim e bem inferior aos de outros países que compõem o Bric, China, Índia e Russia, que investiram 10%, 8% e 7% do PIB em estradas, enquanto o nosso investimento é de apenas 36% do PIB.

Estradas privatizadas pelo governo Lula (concessão válida por 20 anos)

   BR-381 Belo Horizonte (MG) – São Paulo (SP) – grupo OHL
   BR-393 Divisa (MG-RJ) – Via Dutra (RJ) – Acciona
   BR-101 Ponte Rio–Niterói (RJ) – (ES) – grupo OHL
   BR-153 Divisa (MG-SP) – Divisa (SP-PR) – BR VIAS
   BR-116 São Paulo (SP) – Curitiba (PR) – grupo OHL
   BR-116 Curitiba (PR) – Divisa (SC-RS) – grupo OHL
   BR-116/376/PR-101/SC Curitiba (PR) – Florianópolis (SC) – grupo OHL


Segundo o Ranking de Rodovias da CNT 2011, as 17 melhores rodovias do País, entre as 109 pesquisadas, estão no Estado de São Paulo. 
A rodovia Fernão Dias, a BR-381, por exemplo, que está entre as rodovias priatizadas pelo governo federal, e em 22o. lugar no rankin da CNT, registra um dos mais altos indices de acidentes do Brasil, em decorrência, principalmente, do elevado trânsito, problemas de sinalização e a existência de pista simples, de mão dupla, em praticamente toda a sua extensão.
A Polícia Rodoviária Federal acrescenta outra causa para explicar o alto número de acidentes com vítimas das rodovias mineiras, entre elas a BR-381: falta de investimentos.

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