terça-feira, 28 de junho de 2011

Das esquinas por onde andei 3

Ensaio: fotos por celular


Das esquinas por onde andei 2

Ensaio: fotos por celular



Das esquinas por onde andei

Ensaio: fotos por celular


Documento retrata memória da imprensa alternativa sob o autoritarismo


A noite da última segunda-feira foi de lançamento da coleção de depoimentos “Protagonistas desta História” , iniciativa do Instituto Vladimir Herzog e Petrobrás. Trata-se de um conjunto de CDs e textos com depoimentos de participantes da imprensa de combate à ditadura militar (1964-1985).
A cerimônia reuniu cerca de uma centena de pessoas no Memorial da Resistência de São Paulo, o antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), notabilizado pela ferrenha perseguição aos opositores do regime.
Ivo, filho de Vlado, como era conhecido o jornalista, está à frente do Instituto que homenageia seu pai. Ele lembrou que naquele dia, se Vlado estivesse vivo, completaria 74 anos.
Entre os 60 depoimentos reunidos no documento, estão os de Aguinaldo Silva, Audálio Dantas, Elifas Andreato, Fernando Morais, Franklin Martins, Gildo Marçal Brandão, José Hamilton Ribeiro, José Luiz Del Roio, Juca Kfouri, Raimundo Pereira, Fernando Pacheco Jordão, entre muitos outros.
O cartunista Miguel Paiva, autor da arte de um cartaz pela anistia política, campanha de 1979, assinou uma cópia e a entregou à Clarisse Herzog, viúva de Vlado. Durante a cerimônia, foi exibido um vídeo com alguns dos depoimentos.
Participaram do evento, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a secretaria de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania, Eloisa de Souza Arruda, e o ex-ministro da Justiça, José Gregori, atual secretário especial de Direitos Humanos de São Paulo. A secretária Souza Arruda anunciou o pagamento de indenizações pelo governo estadual a 158 ex-presos políticos e seus familiares.











quinta-feira, 16 de junho de 2011

Para que sigilo?

O jornalista Janio de Freitas escreve na Folha sobre o desnecessário sigilo sobre fatos que são públicos e até motivo de livros didáticos nos países vizinhos.O que está por trás da iniciativa de manter sigilo por prazo indefinido de documentos históricos é a tendência de seus defensores de preservar o autoritarismo.

Sigilo sem segredo



Fatos que não podem ser conhecidos pelos brasileiros aparecem até em livros escolares de países vizinhos


SOB O NOME DE sigilo de documentos, o que se pratica e muitos querem manter é, em verdade, o silêncio sobre fatos.
O movimento surgido no Senado com tal propósito, por iniciativa de Fernando Collor e engrossado a partir do presidente da Casa, José Sarney, já obteve o êxito inicial, e importante, de despachar para o futuro incerto o projeto do governo Lula que terminaria com o sigilo infinito, para determinados documentos, e atenuaria o prazo de resguardo de outros. Na Câmara, o projeto foi aprovado sem dificuldades.
A ministra Ideli Salvatti contestou ontem as notícias de que o atual governo recuou no apoio ao projeto original, defendendo ainda, portanto, que apenas assuntos de fronteiras, de segurança nacional e de relações internacionais sejam sujeitos a 25 anos de sigilo e passíveis de renovação, uma só, pelo mesmo prazo. A rigor, já é muito, com a presença nesse bolo de registros relativos, por exemplo, à guerra com o Paraguai e aos métodos de aumento do território brasileiro, por exemplo, com a área do Acre.
A obsessão pelos segredos é tão obsoleta que, caso se imponha no presente, não resistirá ao futuro já perceptível. Nesse meio tempo, o que de melhor consegue é criar mais fatos comprometedores e contradições grotescas.
Na história da imprensa consta, por exemplo, um episódio esquecido que ilustra bem o motivo dos segredos oficiais ainda impenetráveis. Jornalista audaz, celebrizado por suas denúncias da ação de companhias petrolíferas (a Esso em especial) contra o projeto brasileiro do petróleo, Gondim da Fonseca acreditou na ideia generalizada de que militares vindos da guerra na Itália se haviam tornado paladinos da democracia. Razão que os levou a derrubar a ditadura de Getúlio, da qual as Forças Armadas foram os pilares.
Com tal ânimo, Gondim entregou-se à pesquisa de mais temas silenciados. E, entre eles, publicou no poderoso "Correio da Manhã" uma narrativa que comprometia Caxias em problemas, não só militares, no comando das forças brasileiras. No mesmo dia da publicação, Gondim da Fonseca sumiu. Paulo Bittencourt, dono do jornal, a quem devo a narrativa, pôs-se em campo -mas nada, nenhuma pista. Foram sete dias de movimentação, conversas, recursos, presumidas ações do governo, até que Gondim fosse encontrado. Em um quartel do Exército. Sem ser contestado, fora apanhado não sabia para que fim, por buscar documentos sigilosos, até contábeis, e publicar texto inconveniente à imagem do patrono do Exército.
Não necessariamente quanto a Caxias e à guerra com o Paraguai, mas que sentido têm sigilos assim, infinitos, senão o de camuflar e esconder a história brasileira, por seus fatos e figuras, para preservar orgulhos e celebrações tantos deles dirigidos a meras fantasias históricas? Nem os aspectos da guerra propriamente, escamoteados à história oficialesca do Brasil, justificam o seu sigilo a pretexto de evitar traumatismos às relações com o Paraguai: os paraguaios sabem, escrevem e leem o que aconteceu ao seu país e ao seu povo. Quem não sabe são os brasileiros.
Os assuntos de formação territorial são o principal fundamento da oposição, no Senado, a prazos para o sigilo de determinados documentos. No Itamaraty, a resistência é absoluta. Os dois focos são movidos pelo temor de que os documentos até hoje sigilosos levem a desentendimentos com vizinhos, mais que todos a Bolívia. É outro caso, porém, em que não haverá revelação alguma a esses países. O que não pode ser conhecido dos brasileiros está até em livros escolares de lá.
Em uma de suas primeiras referências às negociações que pretendia com o Brasil, Evo Morales citou, como uma das prioridades, as transações passadas e as pendências de territórios bolivianos com o Brasil. Não pode haver melhor indicação de que os bolivianos sabem o que e como se deram certos abrasileiramentos geográficos. E têm esse trunfo, enquanto o Brasil não quiser enfrentar o assunto.
Se a revelação de processos aplicados por Rio Branco atingiria os conceitos histórico e atual da diplomacia brasileira e talvez, sobretudo, a imagem do patrono do Itamaraty, está aí uma contradição. Já que os feitos e modos de Rio Branco não podem ser revelados sem consequências penosas, não caberia tê-lo como patrono da diplomacia brasileira, e até dar seu nome à escola de formação dos diplomatas, o Instituto Rio Branco.
Lula contornou a prioridade incômoda de Evo Morales com o argumento de que o assunto, naquela altura, agiria contra as muitas ajudas que seu governo pretendia proporcionar à Bolívia e a seu novo governo. Mas todos esses assuntos são apenas questão de tempo, e nem tanto tempo.








quarta-feira, 15 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nem tudo é permitido


O caso Palocci não deve e não pode parar por aqui. A investigação em relação ao ex-ministro deve seguir até a população se certificar da sua inocência ou não. O combate à impunidade depende da apuração até o fim dos desvios de quem ocupa cargos de alta responsabilidade na administração pública. Com a demissão do ministro corre-se o risco de ficar tudo como está. Isso é ruim para a democracia. Se não parece que "tudo é permitido", como diria o personagem Ivan Karamazov, de Fiodor Dostoiévski "Se Deus não existe e a alma é morta, tudo é permitido" (essa frase me persegue). A civilização construiu padrões de ética e de conduta, que até Deus dispensam (sacrilégio). Se não as seguimos, vira barbárie. É muito disso que vimos no cenário brasileiro: grandes violações estimulando as médias e pequenas e assim por diante ou vice-versa, parece (ou está) tudo liberado e sem controle. Ir até o fim na apuração das denúncias é necessário.
Leia a esse propósito a ooluna de Dora Kramer, no Estadão.









sexta-feira, 3 de junho de 2011

O show de Alice Cooper

Fomos, eu, Pietro, Enrico (meus filhos) e Lucas, o popular Coisinha (amigo do Enrico), ver o show do Alice Cooper, que continua fazendo um "somzaço" beirando aos 70 anos de idade.
Em 1970, auge do sucesso de Alice, eu tinha 15 anos, idade do meu filho caçula. A música mais "bombada" era "School's Out", espécie de hino adolescente da época, que ainda ecoa no coração da moçada que curte rock'roll.
Não esperava encontrar tanta gente no show. Foi uma verdadeira epopéia chegar ao Credicard Hall. Sem senso de direção algum me perdi várias vezes antes de chegar. Consegui me perder com ou graças ao "GPS". Como estava inseguro da rota mais curta apelei para o aparelho que me levou quase para fora da cidade. Só encontrei o destino, depois de dar um safanão no aparelho e decidir seguir por mim mesmo.
Chegamos em cima da hora e os estacionamentos estavam lotados. Afinal, tudo deu certo. Foi um verdadeiro show com as encenações já conhecidas e com um som de altíssima qualidade. Destaque para o baterista Eric Singer, entre outros músicos de ótima qualidade.
Assistimos da pista e como sempre acontece, havia uma verdadeira montanha em nossa frente. Um cara de mais de dois metros de altura por dois de largura, que ficou por uns 15 minutos dançando como um ensandecido, até se tocar, como por milagre, que do alto de sua estatura poderia ver melhor que qualquer um.Um sujeito bastante consciente, por sinal, que para não atrapalhar mais foi se postar em outro local.
Também havia dois outros rapazes atrás de nós. Um deles contava ao outro, deficiente visual, todos os lances que aconteciam no palco.
Alice contentou a todos tocando praticamente todos os seus hits e terminando o show com um bis de duas músicas, uma delas uma "Fire" versão de Jimi Hendrix, let me stand next to your fire, e "School's Out".









quarta-feira, 1 de junho de 2011

Em Sem Patrão, funcionários assumem e recuperam fábricas falidas


A Fundação Astrojildo Pereira, representação de São Paulo, lança no dia 17 de junho, às 19h, na Livraria da Vila, da Alameda Santos, 1731, o livro Sem Patrão – Fábricas e empresas recuperadas por seus trabalhadores, que narra a experiência de operários que assumem a direção de fábricas em situação pré-falimentar na Argentina.
No começo do século, o País passava por uma grave crise econômica e os proprietários resolveram abandonar as fábricas. Os seus funcionários, desempregados, resolvem assumir a direção das empresas e conseguem recuperá-las.
Acompanha o lançamento, um debate com a participação do economista Paul Singer, que escreveu o prefácio do livro, e o jornalista Sergio Ciancagline.
Os debatedores
Sergio Ciancagline é jornalista. Após uma carreira bem–sucedida nos principais jornais argentinos, participou, em 2001, da criação de Lavaca, uma cooperativa de trabalho de jornalistas. Hoje, a Lavaca mantém uma publicação impressa, o jornal MU, uma rádio, uma agência de notícias, e uma editora.
O coletivo organiza ainda oficinas de contra-informação e cursos diversos para jornalistas e profissionais de outras mídias. Além de Sem Patrão, lavaca publicou “O fim do jornalismo e outras boas notícias” e “Geração Cromañon”. Sérgio Ciancagline recebeu por duas vezes o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha, por matérias sobre direitos humanos.
Paul Singer, nascido na Austria, em 1932, chegou ao Brasil com a família em 1940. Estudou economia na Universidade de São Paulo, onde doutorou-se em Sociologia sob a orientação de Florestan Fernandes. Professor na USP até sua exclusão, em 1969, por motivação política.
Trabalhou no CEBRAP e retornou às aulas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na década de 1970. Foi Secretário de Planejamento na gestão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo. Desde 2003 é Secretário Nacional de Economia Solidária.





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