quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nem tudo é permitido


O caso Palocci não deve e não pode parar por aqui. A investigação em relação ao ex-ministro deve seguir até a população se certificar da sua inocência ou não. O combate à impunidade depende da apuração até o fim dos desvios de quem ocupa cargos de alta responsabilidade na administração pública. Com a demissão do ministro corre-se o risco de ficar tudo como está. Isso é ruim para a democracia. Se não parece que "tudo é permitido", como diria o personagem Ivan Karamazov, de Fiodor Dostoiévski "Se Deus não existe e a alma é morta, tudo é permitido" (essa frase me persegue). A civilização construiu padrões de ética e de conduta, que até Deus dispensam (sacrilégio). Se não as seguimos, vira barbárie. É muito disso que vimos no cenário brasileiro: grandes violações estimulando as médias e pequenas e assim por diante ou vice-versa, parece (ou está) tudo liberado e sem controle. Ir até o fim na apuração das denúncias é necessário.
Leia a esse propósito a ooluna de Dora Kramer, no Estadão.









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