quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tem raposa cuidando de galinheiro



Por Silvano Tarantelli

Esse negócio da CPI do Cachoeira esta parecendo o caso da raposa cuidando do galinheiro. O PT e partidos da base aliada querem manter o controle da comissão para que no final as conclusões absolvam quem de seu lado está envolvido.
Querem também restringir as investigações às relações do contraventor com os parlamentares sem envolver as empresas, para livrar a cara da Delta, que detém contratos bilionários com Brasília.
Impressionante como o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, tem o seu nome associado a casos recentes de corrupção. Aliás, ô herança maldita, essa. Brasília parece um pântano e não é de agora. Acumula sujeira nos últimos governos, principalmente ao que antecede Queiroz, o de Joaquim Roriz.
Para tanto lixo não há Delta (o grupo cuida de retirar os restos do consumo dos lares brasilienses) que dê conta. Quem sabe por isso mesmo cobre tanto para cumprir o seu contrato.
A convocação da CPI foi estimulada pelo ex-presidente Lula e, segundo consta, também por Dilma. Dizem que pode ser um tiro no pé do próprio governo. Para a atual presidente, reforça o marketing que vem sendo alimentado de uma espécie de nova caçadora de marajás. Tudo mundo se lembra o que aconteceu com o original.
Dificilmente, Dilma com o prestígio de 77% do eleitorado, segundo pesquisa recente acabará assim. Mas também como assinalou o senador Delcídio Amaral (PT-MS), até parece que o Planalto trabalha para querer abaixar esses índices de aprovação.
A intenção é a CPI responsabilizar alguns personagens pinçados da oposição como o governador de Goiás, Marcondes Perillo, mesmo que signifique respingar sobre quadros do PT, num espécie de canibalismo, mas também para espiar pecados maiores, como o próprio mensalão.
Vão-se os aneis permanecem os dedos.  Como afirmou o colunista Xixo Sá no twitter, o mensalão pode não existir mas que provoca efeito no nosso bolso, isso sim.
A presidente Dilma e o seu assessor, Olavo Noleto, suspeito de envolvimento no caso.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O cidadão quer saber 2: Como vão as nossas escolas?


Na segunda-feira desta semana uma reportagem de TV me deixou mais depressivo do que costumo estar nas segundas-feiras.
O tema era a situação de nossas escolas e retratava duas delas, uma municipal e outra estadual, no Pará, não me lembro em que município.
Quem teve a oportunidade de assistir viu cenas deploráveis de abandono, janelas sem vidro deixavam a água das chuvas, tão comuns na região Norte, entrarem nas salas, algumas delas impossíveis de serem utilizadas e outras funcionando na mais evidente precariedade. O pátio todo alagado obrigava os alunos a permanecerem na sala durante todo o recreio.
De positivo, o esforço dos professores em prosseguir dando aulas a despeito de todas as dificuldades.
Em contrapartida, outra reportagem da mesma emissora de TV, na terça-feira, tinha como tema o exemplo de uma aluna, filha de um cobrador de ônibus e de uma vendedora de flores que havia sido aprovada em quatro universidades dos Estados Unidos, uma delas Harvard.
A moça já cursa Física, na Universidade de São Paulo, e é professora voluntária em escolas públicas, onde cursou o nível fundamental. Um caso de esforço pessoal, incentivo dos pais e professores, mas que também é excepcional, quer pela inteligência acima da média quanto por um conjunto de oportunidades que a ela foram oferecidas em razão de sua capacidade.
O normal, se sabe, é que um aluno de baixo poder aquisitivo de escola pública tem muito mais dificuldades dos que os de escolas privadas de cursar por completo o ensino até o nível médio, que fará um curso universitário, embora todo mundo conheça casos que fogem a regra.
Lembro-me de um colega de infância de família humilde cujos pais eram trabalhadores domésticos que foi aprovado no conceituado ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica). A mãe fora abandonada pelo marido e as dificuldades não o impediram de progredir.
Isso foi há muito tempo e, naquele tempo, segundo os mais velhos como eu, as escolas públicas eram de outro nível.
E de fato, eram.
Eu, por exemplo, fiz o ensino básico quase que totalmente em escolas particulares, administrada por padres carmelitas. Com exceção de dois anos de escola pública. Pessoalmente, constatei que o ensino na escola pública era mais puxado.
Voltando a minha depressão, é difícil presenciar a situação atual do ensino no país, sem ficar nesse estado emocional. O Brasil sempre foi considerado uma país do futuro, mas que futuro pode ter um País com o ensino sucateado como é o nosso.
A crise atual de falta de profissionais especializados é reflexo da pobreza de nosso ensino e também de ausência de um projeto educacional de visão estratégica.
É triste saber, por exemplo, a quantidade de dinheiro desviada da educação e da saúde, principalmente, pela corrupção e também pela má gestão dos recursos publicos.
Nesse particular, tenho a certeza, como muitos hão de concordar, que os casos de corrupção deveriam ser punidos como mais severidade, tanto quanto os crimes que ameaçam a vida, porque, na verdade comprometem as futuras gerações e o próprio futuro do Brasil, enquanto Nação, que aspira vencer o atraso e o abismo social persistente.
Em tempo: quanto as escolas públicas de nível superior, algo de muito errado acontece na questão de acesso a essas universidades, decorrente também da péssima qualidade de ensino básico das escolas públicas.
É muito mais difícil para os alunos de baixo poder aquisitivo conseguirem ingressar no ensino público superior gratuito. E são estes os que mais necessitam dele. É polêmico, eu sei, mas são justamente os que têm mais recursos financeiros que usufruem da universidade pública.
É urgente pensar nesse tema, que é assunto para uma nova postagem.

O cidadão quer saber: como ficaram as estradas privatizadas no governo Lula?



Fotos: Rodovia Fernão Dias (CNT) 


Quem souber que avise e me conte. De preferência aqueles que costumam rodar pelas estradas federais e que podem, inclusive, postar fotos comprovando a real situação dessas rodovias.
Vale mais aqui constatar que o modelo de concessão de rodovias à iniciativa privada vem dando melhores resultados do que aquelas que estão sob a administração pública.
É o que constata a pesquisa de Rodovias 2011 da Confederação Nacional dos Transportes  (CNT). É a 15a. Edição da Pesquisa anual sobre a situação de nossas estradas.
A gestão concedida vence a disputa de braçada. A pesquisa engloba 92.747 quilômetros de estradas. Nessa comparação, 86,9% dos trechos considerados bons e ótimos são administrados pelas concessões contra 33,8% da administração pública.
Pode ser que eu possa morder a lingua ou deslocar o pulso, mas, ao que me consta, nos 2,6 mil quilômetros de estradas privatizadas em 2007 pelo governo do presidente Lula as mudanças são pouco substanciais. O problema parece estar no modelo adotado.
Na época, o modelo de privatização escolhido pelo governo Lula foi celebrado pelos meios oficiais como revolucionário. Hoje, o governo federal está mais comedido e pouco propaga os resultados alcançados.
As empresas vencedoras das licitações, a maioria delas conquistadas pelo grupo espanhol OHL, se comprometeram a cobrar em média R$ 0,02 por quilômetro rodado para administrar as estradas.
Na época a comparação que se fazia com o programa de concessões de rodovias à iniciativa privada em São Paulo do governo Mario Covas era que o preço alcançado representava seis vezes menos que o cobrado pela praça de pedágio das rodovias Anhanguera e Imigrantes.
O PT na oposição em São Paulo foi o maior crítico das concessões das estradas paulistas. Depois a crítica passou a ser feita em cima dos preços elevados dos pedágios do Estado e, por fim, já na situação, enquanto governo federal, o partido já não considerava a privatização das estradas como heresia e passou a comemorar a supremacia de seu modelo.
Nem sempre licitações que levam critério do preço mais baixo, sem as devidas salvaguardas no sentido de preservar a qualidade do serviço prestado, fiscalização e cobrança, são as que trazem melhores resultados aos usários.
Repito: não vai aqui uma crítica às privatizações e nem um apoio incondicional a este ou aquele modelo adotado. Sou da opinião de que o Estado deve investir o seu potencial em questões estratégicas como a orientação do modelo educacional, de saúde e de infraestrutura nacional. O estado deve orientar o desenvolvimento, para que o país tenha um projeto para o futuro e não apenas pontual.
Mas em relação à questão que tratamos no momento, pode-se por em dúvida o preço cobrado nas praças de pedágio, mas o fato é que o Estado de São Paulo conta hoje com as dez melhores rodovias do País.
Deve se levar em conta a vantagem do Estado em relação aos demais por ter adotado o modelo das concessões ainda em 1995, no governo Mario Covas.
São Paulo, por sinal, já se tem a primeira rodovia a cobrar por quilômetro rodado, uma forma considerada mais justa de cobrança. Trata-se de trecho de 70 quilômetros da Rodovia Santos Dumont, que utiliza o sistema denominado de Ponto a Ponto, em caráter experimental.
O fato é que o governo federal está atrasado e as estradas federais sob concessão ainda não mostraram os resultados esperados. 
A condição de nossas estradas ainda é muito ruim e bem inferior aos de outros países que compõem o Bric, China, Índia e Russia, que investiram 10%, 8% e 7% do PIB em estradas, enquanto o nosso investimento é de apenas 36% do PIB.

Estradas privatizadas pelo governo Lula (concessão válida por 20 anos)

•   BR-381 Belo Horizonte (MG) – São Paulo (SP) – grupo OHL
•   BR-393 Divisa (MG-RJ) – Via Dutra (RJ) – Acciona
•   BR-101 Ponte Rio–Niterói (RJ) – (ES) – grupo OHL
•   BR-153 Divisa (MG-SP) – Divisa (SP-PR) – BR VIAS
•   BR-116 São Paulo (SP) – Curitiba (PR) – grupo OHL
•   BR-116 Curitiba (PR) – Divisa (SC-RS) – grupo OHL
•   BR-116/376/PR-101/SC Curitiba (PR) – Florianópolis (SC) – grupo OHL


Segundo o Ranking de Rodovias da CNT 2011, as 17 melhores rodovias do País, entre as 109 pesquisadas, estão no Estado de São Paulo. 
A rodovia Fernão Dias, a BR-381, por exemplo, que está entre as rodovias priatizadas pelo governo federal, e em 22o. lugar no rankin da CNT, registra um dos mais altos indices de acidentes do Brasil, em decorrência, principalmente, do elevado trânsito, problemas de sinalização e a existência de pista simples, de mão dupla, em praticamente toda a sua extensão.
A Polícia Rodoviária Federal acrescenta outra causa para explicar o alto número de acidentes com vítimas das rodovias mineiras, entre elas a BR-381: falta de investimentos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Blog do PPS: PPS debate nesta quinta, dia 12: Emprego e Renda

Blog do PPS: PPS debate nesta quinta, dia 12: Emprego e Renda: Nesta quinta-feira, 12 de abril, serão retomados os encontros temáticos do PPS, que reúnem semanalmente mais de 100 homens e mulheres pré-ca...
O PPS dá exemplo de como preparar candidatos para exercer um mandato forte e preparado para enfrentar os desafios de uma cidade como São Paulo.

Los Jaivas

A banda chilena Los Jaivas mistura folclore latino-americano com ritmos modernos e poesia de autores como Pablo Neruda e Lorca. Fazia tempo que não ouvia esse som que sempre me impressionou bastante. Voltei a pensar neles quando soube que foram convidados para participar do festival Lollapaloosa, o mesmo que aconteceu aqui, no fim de semana passado, mas na versão dos EUA.
Confira http://youtu.be/9OsLIi2YgAQ

terça-feira, 3 de abril de 2012

Portal traz acesso a livros científicos on-line



Obras de caráter científico editadas por instituições acadêmicas poderão ser lidas em plataformas de e-books,tablets, smartphones ou na tela do computador
Especiais

SciELO Brasil lança portal de livros eletrônicos

03/04/2012
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Foi lançado em 30 de março, durante evento na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, o portalSciELO Livros.
Integrante do programa Scientific Eletronic Library Online SciELO Brasil – resultado de um projeto financiado pela FAPESP em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) –, o portal visa à publicação on-line de coleções de livros de caráter científico editados, prioritariamente, por instituições acadêmicas.
A iniciativa pretende aumentar a visibilidade, o acesso, o uso e o impacto de pesquisas, ensaios e estudos realizados, principalmente, na área de humanas, cuja maior parte da produção acadêmica é publicada na forma de livros.
“Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO, à Agência FAPESP.
De acordo com Packer, a ideia do projeto foi sugerida em 2007 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi iniciado em 2009 sob a liderança e financiamento de um grupo formado pelas editoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz.
O desenvolvimento da plataforma metodológica e tecnológica contou com a cooperação da Bireme, e a execução do projeto teve apoio institucional e de infraestrutura da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Inicialmente, o portal reunirá cerca de 200 títulos, distribuídos mais ou menos igualmente entre as editoras das três universidades. A partir do lançamento, a expectativa é que a coleção possa contar com a adesão de outras editoras acadêmicas.
Para integrar o portal, as editoras e as obras são selecionadas de acordo com padrões de controle de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos são formatados de acordo com padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações.
A publicações poderão ser lidas por meio de plataformas de e-books, tablets, smartphones ou na tela de qualquer computador, acessadas diretamente do portal ou de buscadores na internet, como o Google, e também serão publicadas em portais internacionais.
“A ideia é contribuir para desenvolver infraestrutura e capacidade nacional na produção de livros em formato digital e on-line, seguindo sempre o estado da arte internacional”, explicou Packer.
Segundo ele, a plataforma metodológica e tecnológica desenvolvida para publicação de livros eletrônicos para a coleção da SciELO Brasil deverá ser utilizada por outros países que formam a rede SciELO para publicar suas coleções nacionais, com gestão autônoma.
Venda de livros
Além das obras com acesso aberto e gratuito, o portal SciELO Livros também possui uma área na qual será possível ao usuário comprar obras das editoras integrantes do projeto no formato e-book.
“A venda deverá ser uma das fontes de recursos financeiros previstos na operação autosustentável do portal. Isso representa uma novidade para o SciELO, que tem acesso totalmente aberto para os seus periódicos. Entretanto, o número de livros em acesso aberto deverá predominar”, disse Packer.
Segundo ele, a meta inicial é publicar entre 300 a 500 títulos por ano no portal. Entretanto, esse número de publicações dependerá da reação das editoras e do público.
“Se o projeto tiver um sucesso semelhante ao do SciELO Periódicos, o desenvolvimento do portal poderá ser mais rápido, e ele deverá contar com muito mais livros”, estimou.
Criada em 2007, o SciELO Brasil é, segundo o Ranking Web of World Repositories, conhecido como Webometrics, o líder mundial entre os maiores portais de informação científica em acesso aberto e gratuito no mundo.
Em 2011, de acordo com Packer, a coleção SciELO Brasil teve uma média diária de 1,2 milhão dedownloads de artigos. Seu modelo de publicações de periódicos é adotado hoje por diversos países e forma uma rede de coleções nacionais.
Os países com coleções certificadas estendem-se pela América Latina, como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Venezuela, e Europa (Espanha e Portugal). A coleção da África do Sul está prevista para ser qualificada e certificada em 2012.
A expectativa é que esses países também venham adotar o modelo SciELO de publicação de livros em formato digital.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nosso dinheiro por água a baixo

(Lancha, eu????)

Lanchas encomendas pelo Ministério da Pesca, de Ideli Salvatti, estão abandonadas e no relento. praticamente irrecuperáveis. Empresa que construiu as embarcações foi "convidada" a contribuir com a campanha do PT. Segundo o jornal "O Estado de S.Paulo" as lanchas, quatro num total de 28, foram adquiridas para fiscalizar a pesca irregular, embora o Ministério não tenha essa atribuição.
Leia análise de Augusto Nunes.

San Francisco